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Pergunto milhares de vezes ao vento, as estrelas, à noite, como eu seria se não sentisse esta necessidade de querer descobrir, de procurar e até mesmo desejar não sei o que. Confusas as minhas palavras, confuso o meu pensar, mas sou assim, recuso-me a ser igual a tudo o resto, quero ser eu, e para ser eu preciso de saber o que procuro, preciso de encontrar o que me falta, mas acima de tudo, preciso de me sentir cada vez mais humano, dar cada vez mais valor a vida que me foi dada, viver o dia ao limite e fazer do limite um novo minimo para assim puder estabelecer um novo limite. Recuso a essencia humana que me foi ensinada, que foi absorvida por mim enquanto ser com pouca autonomia, recuso-me a ser um modelo da sociedade, quero e penso por mim, construir a minha imagem, ao que defendo, ao que acho justo evitando o que abomino, poderá ser uma das coisas que procuro e que me completam um pouco mais. Tenho plena noção que nunca seremos totalmente completos, totalmente justos e bondosos, sei que nunca puderemos mudar o mundo totalmente, mas tal como tudo pudemos e temos o direito de melhorar tudo o que nos rodeia. Temos a obrigação de nos tornar melhores e tornar os outros também melhores, temos de ter o dom do toque e da palavra. Sei que não tem sentido o que escrevi acima, mas nem sempre o sentido faz sentido. |
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